quinta-feira, 9 de maio de 2013

Eu te amo, pássaro que és!

eu te amo, pássaro que és!
em todas as táticas de voo
por todos os riscos de prata que fazes
pelo céu

quando agitas tuas asas em intensa propulsão
e encerras a gravidade
saltando para o alto

quando lutas contra os ventos contrários
e sobre páramos abres tuas asas
nessa busca pela largura
planura, planície
extensão

quando ao fim do dia fincas teus pés
no pico de uma falésia
e do côncavo de tua doçura
perguntas ao silêncio dos ventos
tudo o que já te foi dito
redito

quando aspiras liberdade
com a envergadura de tuas asas

em tuas firmes ou desajeitadas aterrissagens

por tão (in)finita deslizar o infinito
e dentro em mim

eu te amo, pássaro que és!

V.

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