eu te amo, pássaro que és!
em todas as táticas de voo
por todos os riscos de prata que fazes
pelo céu
quando agitas tuas asas em intensa propulsão
e encerras a gravidade
saltando para o alto
quando lutas contra os ventos contrários
e sobre páramos abres tuas asas
nessa busca pela largura
planura, planície
extensão
quando ao fim do dia fincas teus pés
no pico de uma falésia
e do côncavo de tua doçura
perguntas ao silêncio dos ventos
tudo o que já te foi dito
redito
quando aspiras liberdade
com a envergadura de tuas asas
em tuas firmes ou desajeitadas aterrissagens
por tão (in)finita deslizar o infinito
e dentro em mim
eu te amo, pássaro que és!
V.
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