é teu sono
que às noites
velo, desvelo
e te cubro
com mantos
de afeto
V.
O mundo não tem ordem visível e eu só tenho a ordem da respiração. Deixo-me acontecer.
domingo, 26 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Chronos
Chronos tem sido sutilmente feroz
tem-me
e tem me feito não entender
porque ele, que em mim sopra
a muitos incomoda
(mesmo que nos muitos
ele também sopre)
meu incisivo tempo
torna-se estranhamente paradoxal:
por algumas situações,
me julgo que já soprou demais em mim
fez sulcos
para outras situações,
me julgam que ele soprou de menos em mim
ainda planura
tempo
não quero ver, não quero contar
tempo
quero sentir
V.
tem-me
e tem me feito não entender
porque ele, que em mim sopra
a muitos incomoda
(mesmo que nos muitos
ele também sopre)
meu incisivo tempo
torna-se estranhamente paradoxal:
por algumas situações,
me julgo que já soprou demais em mim
fez sulcos
para outras situações,
me julgam que ele soprou de menos em mim
ainda planura
tempo
não quero ver, não quero contar
tempo
quero sentir
V.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Eu te amo, pássaro que és!
eu te amo, pássaro que és!
em todas as táticas de voo
por todos os riscos de prata que fazes
pelo céu
quando agitas tuas asas em intensa propulsão
e encerras a gravidade
saltando para o alto
quando lutas contra os ventos contrários
e sobre páramos abres tuas asas
nessa busca pela largura
planura, planície
extensão
quando ao fim do dia fincas teus pés
no pico de uma falésia
e do côncavo de tua doçura
perguntas ao silêncio dos ventos
tudo o que já te foi dito
redito
quando aspiras liberdade
com a envergadura de tuas asas
em tuas firmes ou desajeitadas aterrissagens
por tão (in)finita deslizar o infinito
e dentro em mim
eu te amo, pássaro que és!
V.
em todas as táticas de voo
por todos os riscos de prata que fazes
pelo céu
quando agitas tuas asas em intensa propulsão
e encerras a gravidade
saltando para o alto
quando lutas contra os ventos contrários
e sobre páramos abres tuas asas
nessa busca pela largura
planura, planície
extensão
quando ao fim do dia fincas teus pés
no pico de uma falésia
e do côncavo de tua doçura
perguntas ao silêncio dos ventos
tudo o que já te foi dito
redito
quando aspiras liberdade
com a envergadura de tuas asas
em tuas firmes ou desajeitadas aterrissagens
por tão (in)finita deslizar o infinito
e dentro em mim
eu te amo, pássaro que és!
V.
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