
Ontem li uma entrevista publicada pela Revista da Cultura sobre Roberto Minczuc. Para quem não o conhece, Minczuc é um jovem maestro muito bem-sucedido, Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão; também dirige a Filarmônica de Calgary, no Canadá. Em outras palavras, Roberto Minczuc é "o cara".
Diremos, "Puxa! Esse rapaz tem um belo e vasto currículo musical...!". Sim. Mas, não foi exatamente isso que despertou-me em sua entrevista. Claro, é inegável seu talento musical, porém o maestro acompanhado por sua sensibilidade segue as trilhas da vida muito além de sua abastada carreira musical.
É um exímio leitor da Bíblia. Música e Literatura são suas paixões. Claro que a música é companheira, parceira e vai até o fim. Diz ser um homem de fé e que, portanto, tudo em sua vida toma outra dimensão. Para ele, Cultura é a manifestação artística da nossa capacidade criativa e inteligente, que herdamos de Deus.
Atualmente, seu projeto é a Cidade da Música, nova sede da OSB, um projeto arquitetônico e cultural que modelará a capital carioca.
"A experiência musical se explica até certo ponto. A música comunica o incomunicável. O genial de uma obra-prima é significar uma coisa para mim e outra para você".
"Se as artes são os caminhos que levam a Deus, a música é o mais curto deles".
"Acabo de fazer a minha estréia com uma das maiores orquestras do mundo, a de Cleveland, que sonho reger desde a adolescência. Mesmo quando eu regia o coro da igreja, ou a orquestra de Ribeirão Preto, a satisfação era a mesma. A de fazer o bem".