quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Onde Deus Possa Me Ouvir

Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.
Adeus...
(Vander Lee)

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Poder da Palavra


"E disse Deus: Haja luz. E houve luz".

(Gên. 01:03)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Roberto Minczuc


Ontem li uma entrevista publicada pela Revista da Cultura sobre Roberto Minczuc. Para quem não o conhece, Minczuc é um jovem maestro muito bem-sucedido, Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão; também dirige a Filarmônica de Calgary, no Canadá. Em outras palavras, Roberto Minczuc é "o cara".


Diremos, "Puxa! Esse rapaz tem um belo e vasto currículo musical...!". Sim. Mas, não foi exatamente isso que despertou-me em sua entrevista. Claro, é inegável seu talento musical, porém o maestro acompanhado por sua sensibilidade segue as trilhas da vida muito além de sua abastada carreira musical.


É um exímio leitor da Bíblia. Música e Literatura são suas paixões. Claro que a música é companheira, parceira e vai até o fim. Diz ser um homem de fé e que, portanto, tudo em sua vida toma outra dimensão. Para ele, Cultura é a manifestação artística da nossa capacidade criativa e inteligente, que herdamos de Deus.


Atualmente, seu projeto é a Cidade da Música, nova sede da OSB, um projeto arquitetônico e cultural que modelará a capital carioca.


"A experiência musical se explica até certo ponto. A música comunica o incomunicável. O genial de uma obra-prima é significar uma coisa para mim e outra para você".


"Se as artes são os caminhos que levam a Deus, a música é o mais curto deles".


"Acabo de fazer a minha estréia com uma das maiores orquestras do mundo, a de Cleveland, que sonho reger desde a adolescência. Mesmo quando eu regia o coro da igreja, ou a orquestra de Ribeirão Preto, a satisfação era a mesma. A de fazer o bem".

domingo, 9 de dezembro de 2007

Hermética?

Às vezes ouço comentários feitos a respeito da escrita da Clarice Lispector e me surpreende o fato de ela ser, por vezes, tão mal interpretada entre os leitores. É definida como "hermética", uma especialista em escrever o que não se entende, uma "louca". comentários preconceituosos atribuídos a ela. Mas, por que a definem assim? Fico a me perguntar. Bom, para quem nunca leu Clarice, o primeiro contato com suas obras pode ser extremamente impactante. Sim!! Extremamente impactante. As personagens que nos são apresentadas refletem a pessoa, a alma inquietante de quem tanto tem coragem para expô-la; são impressões autobiográficas; são imagens do seu interior, de sua vida de dentro. Ela fala de si, sobre si e para si a respeito de si mesma. É admirável sua autenticidade. Se há algum adjetivo que a possa descrever em parte, diremos: VERDADEIRA! Em cada linha, quando menos esperamos, somos tomados de surpresa por uma epifania. Quando saímos desse estado de graça e ingenuamente pensamos que não seremos mais abordados, nos vêm mais epifanias; tiramos os pés do chão. Talvez, os que a dizem hermética, o digam por medo de ler a si próprias. Os textos de Clarice, além de revelá-la por dentro, muitas vezes chegam a falar com o leitor, desvenda ao leitor sua própria alma. Por isso é que muitos não conseguem terminar de ler uma obra completa. E, sem que findem suas leituras, fogem, fogem de sua própria imagem interior. Não suportam ler a si mesmas pela escrita da Clarice. O olhar invertido atemoriza, é revelador demais; o leitor não-leitor de Clarice é assim, fugitivo de sua própria essência, de seus conflitos, de sua interioridade. Caros leitores quase-leitores ou não-leitores, muito cuidado!! As palavras da Clarice poderão dar-lhes bofetadas! Claro, uns tapinhas mais aquém de vossos rostos. Falo aqui em uma sacudidela na alma. Será por isso que vos aterrorizais com as palavras da Lispector?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Doces Sorrisos... Doces Presentes... Doce Partilha!




"É verdade que, aqui e ali, há, sobre a Terra, uma espécie de prolongamento do amor no qual esse desejo possessivo de duas pessoas, desejo de uma pela outra, deu lugar a um novo desejo e ânsia de posse, a uma sede superior PARTILHADA por um novo ideal que as transcende. Mas, quem conhece esse amor? Quem é que já o experimentou? O seu verdadeiro nome é AMIZADE". (Nietzsche)