
Eu não sei ao certo se as palavras nos cobrem ou se nos despem.
Eu não sei se elas dizem tudo o que deveria ser dito.
Eu não sei de onde surgem e por que chegam a nós.
Às vezes é riso, é choro, é dor, é estupenda felicidade.
Há um "sempre" em que num "sempre" quase sempre não se crê; é quando falam sem qualquer movimento labial, sem qualquer dissonante letra rasgando o silêncio.
É dita pelos olhos e quase sempre ninguém ouve.
Letra.
Sílaba.
Palavra.
Frase.
Textos.
Uma harmonia resultante de (in)tensa emoção.
[As palavras ganham magia na boca de quem ama, viram lágrimas naqueles que sofrem, são pedras que magoam ou flores oferecidas com amor...]